quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Lições...

Essa foi uma semana cheia de encontros, descobertas e revelações.
Entre tantos acontecimentos, recebi um texto que vale a pena ler e tentar direcionar para vários aspectos da nossa vida...

BEM-VINDO À HOLANDA

"Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz a uma criança com deficiência.
Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a ITÁLIA.
Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos!
O Coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza.
Você pode até aprender algumas frases em italiano. É muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrisa.
O comissário de bordo chega e diz: Bem-vindo à Holanda.
Holanda? Diz você.
O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália!
Eu deveria ter chegado à Itália. Toda minha vida eu quis conhecer a Itália!
Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrisaram na Holanda,e é lá que você deve ficar.
O mais importante é que eles NÃO levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente. Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara.
É apenas um lugar diferente.
É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor.
Começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.
Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá.
E por toda sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo que eu havia planejado.
A dor que isso causa nunca, nunca irá embora.
Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. Porém, se você passar a vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda."

(Emily Perl Knisley, 1987)

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